Na década de 60 o movimento feminista invadiu a Europa e os Estados Unidos buscando novos horizontes, queimando sutiãs em praça pública em protesto a antigos padrões sociais, e desde então o universo masculino nunca mais foi o mesmo. Com a popularização da pílula, a mulher viu-se livre de uma gravidez indesejada e promoveu o maior banquete sexual da historia da humanidade. Milhões de mulheres livres e emancipadas em todo o mundo saíram propagando o amor livre e buscando em cada relação sexual o máximo de prazer, até encontrar o tão sonhado orgasmo, um direito que até então lhe fora negado.
Nos anos 80, foi a vez das mulheres fazerem dos homens-objeto. Ainda no embalo e no clima criado pelos bacanais dos anos 70, o novo mercado apresentava agora lindas mulheres descasadas, independentes, disponíveis e sedentas de vingança. Com ideologia feminista lançaram a 'amizade colorida', que nada mais era do que uma desforra secular do papel de mulher-objeto a que sempre foi submetida.
Nos anos dourados, na chamada relação aberta era comum os parceiros contarem um ao outro suas aventuras sexuais, até que descobriram que não há quem resista contar tudo o tempo todo. Machucava demais. Depois de algum tempo, as infidelidades eram propositais, como uma espécie de vingança. Se um tinha seus casos, o outro arranjava três vezes mais. Ironicamente, foi por causa das traições que o casamento de muitos terminou.
Hoje sabemos que a liberação sexual promovida pelos movimentos feministas dos anos 60 e 70 em nada contribuiu para melhorar as relações. Pelo contrário, além de promover uma inversão de valores, novos conflitos foram gerados. A mulher levou quase trinta anos para descobrir que o amor livre que ela tanto propagou nos anos 70 e a 'amizade colorida' defendida nos anos 80, só concorreram para tornar as relações mais descartáveis ainda (Andrade, 2007).
As mulheres de hoje queixam-se da falta de compromisso dos homens, e da sensação de serem tratadas como objeto pelos mesmos. Outras queixam-se da dificuldade do homem em assumir as responsabilidades do lar. Elas sentem-se sobrecarregadas e solitárias, mas onde tudo isto começou?
É obvio que não estamos defendendo os ideais machistas que oprimiram as mulheres por séculos, a questão é: "Nem oito e nem oitenta". É preciso respeitar os papéis masculinos e femininos, pois cada um tem seu espaço e papel definidos. Hoje é notório homens que não assumem seu papel no lar, deixando suas esposas tensas. E mulheres que vivem uma liberdade e autonomia aparente, mas que escondem dores em sua alma, além da sensação de pouco valor e solidão.
Quero enfatizar o propósito de Deus para cada um no casamento, padrões que não devem ser subvertidos. Nem o homem pode oprimir a sua esposa, e nem a esposa liberar-se de seu papel, deixando de reconhecer a autoridade e importância do homem como um líder estabelecido por Deus.
A Bíblia diz: Homens tratem suas esposas com amor, esposas respeitem seus maridos.