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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"Submissão ao esposo" (parte 1)


Na década de 60 o movimento feminista invadiu a Europa e os Estados Unidos buscando novos horizontes, queimando sutiãs em praça pública em protesto a antigos padrões sociais, e desde então o universo masculino nunca mais foi o mesmo. Com a popularização da pílula, a mulher viu-se livre de uma gravidez indesejada e promoveu o maior banquete sexual da historia da humanidade. Milhões de mulheres livres e emancipadas em todo o mundo saíram propagando o amor livre e buscando em cada relação sexual o máximo de prazer, até encontrar o tão sonhado orgasmo, um direito que até então lhe fora negado.
Nos anos 80, foi a vez das mulheres fazerem dos homens-objeto. Ainda no embalo e no clima criado pelos bacanais dos anos 70, o novo mercado apresentava agora lindas mulheres descasadas, independentes, disponíveis e sedentas de vingança. Com ideologia feminista lançaram a 'amizade colorida', que nada mais era do que uma desforra secular do papel de mulher-objeto a que sempre foi submetida. 
Nos anos dourados, na chamada relação aberta era comum os parceiros contarem um ao outro suas aventuras sexuais, até que descobriram que não há quem resista contar tudo o tempo todo. Machucava demais. Depois de algum tempo, as infidelidades eram propositais, como uma espécie de vingança. Se um tinha seus casos, o outro arranjava três vezes mais. Ironicamente, foi por causa das traições que o casamento de muitos terminou.
Hoje sabemos que a liberação sexual promovida pelos movimentos feministas dos anos 60 e 70 em nada contribuiu para melhorar as relações. Pelo contrário, além de promover uma inversão de valores, novos conflitos foram gerados. A mulher levou quase trinta anos para descobrir que o amor livre que ela tanto propagou nos anos 70 e a 'amizade colorida' defendida nos anos 80, só concorreram para tornar as relações mais descartáveis ainda (Andrade, 2007). 
As mulheres de hoje queixam-se da falta de compromisso dos homens, e da sensação de serem tratadas como objeto pelos mesmos. Outras queixam-se da dificuldade do homem em assumir as responsabilidades do lar. Elas sentem-se sobrecarregadas e solitárias, mas onde tudo isto começou? 
É obvio que não estamos defendendo os ideais machistas que oprimiram as mulheres por séculos, a questão é: "Nem oito e nem oitenta". É preciso respeitar os papéis masculinos e femininos, pois cada um tem seu espaço e papel definidos. Hoje é notório homens que não assumem seu papel no lar, deixando suas esposas tensas. E mulheres que vivem uma liberdade e autonomia aparente, mas que escondem dores em sua alma, além da sensação de pouco valor e solidão.
Quero enfatizar o propósito de Deus para cada um no casamento, padrões que não devem ser subvertidos. Nem o homem pode oprimir a sua esposa, e nem a esposa liberar-se de seu papel, deixando de reconhecer a autoridade e importância do homem como um líder estabelecido por Deus. 
A Bíblia diz: Homens tratem suas esposas com amor, esposas respeitem seus maridos.

domingo, 28 de setembro de 2014

Sexo sem amor não dá prazer e ainda faz mal a saúde! (parte 1)

Sexo é um tema muito comum na contemporaneidade, faz-se muitas piadas e brincadeiras sobre o tema. Bem como, a exploração excessiva e banalizada dos estímulos sexuais. Mas onde encontrar respostas a perguntas reais sobre o tema? 

A sexualidade ainda desperta muitos tabus e receios sociais, e pouco se fala honestamente sobre o assunto. Poucos compreende as implicações do sexo na vida.

Para entender um pouco sobre este tema, utilizei como base as explicações da Dr. Anete Guimarães em seus seminários sobre sexualidade. Em sua palestra a Dr. Anete expõem uma pesquisa realizada no início de sua formação profissional em Medicina e algumas pesquisas na área de fisiologia (voltadas para a reabilitação de paraplégicos). 

Na pesquisa foi identificado que: O SEXO NÃO É UMA ATIVIDADE AGRADÁVEL.

Como assim? Todos dizem que é bom, muito prazeroso, cada vez fala-se mais sobre o tema. As pessoas da nossa sociedade fazem com muito mais liberalidade do que antes. Então por quê este resultado? Vejamos: Uma das perguntas do questionário era: 

Pergunta (p/rapazes): Você está numa festa, na qual entra uma garota muito atraente. Você sente-se atraído por ela. Ela já beijou uns dez rapazes na festa. Você a beijaria? Sim ou não, justifique.
Respostas: Sim, beijaria mas daria um nojo danado.

Entende-se que ele se sentiu obrigado a beijar por uma pressão social (homem que é homem não recusa a beijar uma mulher atraente), mas isto não significa que ele tenha vontade ou prazer em fazê-lo. Se um beijo pode provocar esta ambivalência (nojo e beijo), o que significa um ato sexual, que é muito mais intimo. Que tipo de sensação pode provocar? O que sente alguém que fez algo que não gostaria, algo extremamente íntimo, mas não pode verbaliza-la porque seria julgado de maneira arbitrária.

Então vamos para a análise da função sexual:



1. Excitação: São as pré-liminares, a ereção masculina e lubrificação feminina;
2. Platô: O ato sexual, encaixe físico;
3. Orgasmo: Resposta reflexa muscular a um número de estímulos;
4. Prazer: Ativação do circuito de Papez (centro do prazer no cérebro) ocasionando descargas em muitas áreas do organismo e pode durar até 48 horas.


Primeira percepção: o orgasmo e prazer não são a mesma coisa. A pessoa pode ter orgasmo e não ter o prazer sexual. Orgasmo pode ocorrer até em reação a estímulos dolorosos, como choques repetidos na medula (forma de tortura e humilhação usada na ditadura). 

Segunda percepção: O orgasmo é ativado pelo músculo local e o prazer pelo cérebro. São locais diferentes e funções diferentes. 

O que é o circuito de Papez ou centro do prazer?

É uma área no cérebro, localizada no sistema límbico, que proporciona a toda experiência humana a sensação de prazer. Pessoas com lesão nesta área não sentem prazer em nada (nem comer, nem música, nem arte) e tendem a ter baixas imunológicas e até tentam o suicídio. 

Bem, qualquer atividade comum pode ativar até 8% da sua capacidade. Ou seja, ouvir música, fazer arte, comer, ler um livro, ver uma bela paisagem e etc só atinge 8% desta área. Os outros 92% só são ativados pela relação sexual. 

Quando esta área é ativada em 100% o organismo entra num processo chamado de período refratário efetivo. A área deixa de receber estímulo e passa a enviar estímulos a outras áreas cerebrais, este estímulos provocam respostas interessantes:

- Lobo occipital (responsável pela visão): aumenta a percepção de cores e nitidez, ou seja, o mundo fica mais colorido e mais brilhante.

- Núcleo de penfield (Responsável pelos movimentos): Maior precisão nos movimentos, maior controle muscular, as sensações corporais são mais intensa, você fica mais sensível e mais preciso em seus movimentos;

- Lobo temporal (responsável pelos estímulos auditivos): aumenta a sensibilidade e ocorre o fenômeno chamado harmonia, que em termos médicos é: perceber como música estímulos até então identificados como ruídos (vento soprando, buzina de carro, criança chorando);

- Lobo frontal (responsável pelos processos cognitivos): Aumenta a capacidade cognitiva, o raciocínio fica mais rápido, a memória é ativada 38% mais rapidamente, mais inteligência e criatividade. 

- Sistema límbico (responsável pelos processos emocionais): Ocorre diminuição da angústia, da dor, diminuição da depressão, do stress, do sofrimento. Você tem sensações de alegria, felicidade e relaxamento profundo.

- Tálamo, Hipotálamo e tronco cerebral (responsável pela funcionamento fisiológico do corpo): Há melhoras no sistema circulatório, pressão arterial, respiração, ou seja, melhora o desempenho do organismo como um todo, pois ocorre um curto circuito que neutraliza uma série de transtornos metabólicos reciclando o sistema. 

Estes são os motivos porque o sexo é considerado excelente para o corpo, mas o que não se divulga é que todos estes benefícios são experimentados numa única condição, que é 100% de estimulação do centro de prazer. 

Se o centro do prazer for ativado 87% isto ocorre? NÃO!
Se o centro do prazer for ativado 99%, o mundo fica mais colorido? NÃO!

ESTES BENEFÍCIOS SÓ OCORREM COM 100% DE ESTIMULAÇÃO DO CENTRO DO PRAZER NO CÉREBRO.

Mas de onde vem estes estímulos para que se obtenha 100% de estimulação?

Este 100% é composto de:

50% Estímulos físicos - Provenientes da manipulação física nos órgão sexuais e zonas erógenas;

50% Estímulos emocionais - Provenientes da relação de afeto, vínculo e conforto emocional que há no parceiro.

Então temos o seguinte entendimento:

- Sexo parcial (composto por excitação, platô e orgasmo): que o que é praticado banalmente em nossa sociedade.
- Sexo Total (composto por todas as etapas, ativa o centro do prazer em 100%) - A qual é advinda de relações estáveis e amorosas - casamentos bem sucedidos. Raro de encontrar em nossa sociedade.

Já entendemos os benefícios do sexo total, os quais não ocorrem no sexo parcial.

Vamos entender o sexo do ponto de vista fisiológico:

Os Batimentos cardíacos:

*Na Excitação os batimentos cardíacos vão de 60/80 à 120/150 batimentos por minutos.
*No Platô gera 180/200 batimentos por minuto.
*No Orgasmo gera 220/240 batimentos por minuto. Ah agora entendemos porque muitos tem infarto neste momento. 

Sem falar dos demais sistemas, o aumento da pressão arterial, sistema respiratório e etc.
Ou seja, fazer sexo é um stress biológico semelhante a uma corrida de 7 km. O que para um jovem de 15 anos não é difícil, mas para uma pessoa que está chegando aos 40 anos já se torna complicado.

Entenda que: O centro do prazer quando ativado atua como um antídoto no organismo, neutralizando de imediato os efeitos deste stress. Pois ele estimula o centro cardíaco e elimina a adrenalina, assim os batimentos cardíacos e todos os demais sistemas voltam ao estado de repouso em pouco tempo. O resultado é uma sensação de relaxamento profundo e todos os demais benefícios citados acima.

O sexo parcial, não conta com esta atuação ativa do cérebro na normalização do corpo. O corpo volta ao normal de forma passiva, ou seja, demora-se cinco vezes mais tempo para voltar ao estado de repouso. Esta demora em voltar para seu repouso original, com o passar dos anos torna-se mais perigoso para a saúde e os cientistas chegaram a seguinte conclusão:

Uma pessoa que pratica o sexo parcial iniciando aos 15 anos, aos 40 anos terá:

- 30% mais chances de um infarto agudo do miocárdio.

- 30% mais chances de um AVC;

- 12% a 30% de probabilidade de falência múltipla dos órgãos;

- 70% a mais de radicais livres (envelhecimento precoce).

Isto considerando uma vida saudável nos demais aspectos, imagine pessoas sedentárias, com colesterol alto, stressadas e etc.

No próximo post continuarei a falar sobre o tema. 

Mas pense um pouco, pois já se prevê que o mais matará no futuro será a depressão e problemas cardíamos. Ou seja, os afetos em nossa sociedade estão instáveis e são negligenciados. Não se fala mais em casamento, as pessoas querem apenas usar uns aos outros como objetos sem preocupar-se e nem comprometer-se com suas necessidades afetivas. 

Não devíamos achar que todo este comportamento desregrado teria uma consequência?

att,

Lílian Oliveira









sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dez motivos saudáveis para não casar:


1. Para magoar os pais: 

Alguns por estarem cansados das regras de seus pais ou irritados com a sua disciplina agarram-se a possibilidade do casamento porque a vem como um caminho rápido para se livrar das restrições de seus pais. Uma pessoa que casa-se com este intuito não vê no cônjuge um companheiro, mas um meio de escapar do domínio dos pais. Esta é uma base insuficiente para construir um casamento feliz.


2. Para escapar de um lar infeliz: 

Semelhante ao primeiro, algumas pessoas crescem em lares difíceis e infelizes e utilizam o casamento como uma fuga. As pessoas que casam-se com este intuito raramente encontram o que estão procurando, no final, trocam uma infelicidade por outra.



3. Uma autoimagem negativa: 

Muitos se casam na esperança de se sentirem valorizados, sua autoimagem é tão baixa que constantemente precisam de outra pessoa para afirmar seu valor e dizer-lhes que são bons. O casamento não irá resolver a autoimagem negativa, todos nós devemos encontrar nosso sentimento de autoestima no relacionamento com Deus. Para entrar inteiro no relacionamento com o cônjuge.

4. Casar para se recuperar: 

Pessoas feridas em um relacionamento com frequência se sentem deprimidas, com sua autoestima extremamente abalada. Rapidamente saltam para outro relacionamento, para através disto minimizar a sua dor e provar a si mesmas que não há nada de errado consigo. O problema, é que não trata-se de um casamento por amor, mas por conveniência. 




5. Medo de ser deixado de lado: 

Este medo afeta tanto homens como mulheres, mas tende a atingir mais as mulheres, particularmente aquelas que estão ficando mais velhas. Muitas preocupam-se com o avanço da idade e casam-se com o primeiro que aparece. Quando uma pessoa se casa por medo de ser deixada de lado, uma destas duas coisas acontecem: Ou o casamento se desfaz ou dão um sorriso amarelo e aguentam. A felicidade que procuravam escapou deles e tudo que sabem é que a tristeza tomou seu lugar.


6. Medo da independência: 


Alguns crescem tão dependentes de seus pais, que quando se tornam adultas e enfrentam a perspectiva de ficarem por conta própria, casam-se para ter uma outra pessoa de quem depender. Ninguém que tem medo de independência está pronto para casar. O casamento bem-sucedido requer que ambos sejam capazes e sintam bem com a independência. 













7. Medo de Magoar a outra pessoa: 

Isto acontece com mais frequência do que gostaríamos de admitir. Vamos de dizer que um jovem casal está namorando a bastante tempo. Ela começa a falar de casamento, mas o outro não está seguro (pois apesar de perceber que não a ama, ele teme o que irá acontecer se romper a relação). Frases como: "Se você me deixar, eu vou morrer!" podem gerar a dificuldade de dizer não e por não desejar ferir a namorada, ele a pede em casamento. Ou um homem que coloca pressão em sua namorada para casarem-se. Nenhum casamento pode dar certo se for baseado em qualquer tipo de medo. É melhor ter o sofrimento temporário por terminar o namoro, do que arrastar-se a um casamento infeliz.



8. Para ser conselheiro de outra pessoa: 

Parece loucura, mas muitos casam-se com este propósito, elas tem a sensação de responsabilidade por alguém que precisa tirar proveito de sua sabedoria, conselho ou recomendação. Pessoas inseguras são atraídas facilmente por aquelas que consideram figuras de autoridade. Um casamento saudável é a união de um homem e uma mulher como parceiros iguais, ambos emocionalmente maduros.








9. Por causa de relações sexuais: 

Somente o sexo não faz e nem rompe o casamento. O sexo enriquece o casamento que já se encontra estabelecido em bases apropriadas. Fora do casamento o sexo é impróprio e psicologicamente prejudicial, pois o rompimento de uma relação com a intimidade do sexo pode levar a sentimentos de autodepreciação e diminuição da auto-estima.










10. Por causa de gravidez: 

A gravidez por si só é uma base insuficiente para o casamento. Pois não indica existência de amor, compromisso e maturidade entre o casal. Obrigar-se a um relacionamento com este objetivo apenas, pode levar a um sofrimento ainda maior para o casal e para a criança. O mais importante é assumir a paternidade e maternidade do bebê provendo as suas necessidades afetivas e biológicas. O casamento poderá ocorrer depois ancorado no verdadeiro propósito, que é o amor.


Fonte: Myles Munroe.

sábado, 20 de setembro de 2014

Amor e Dinheiro


O casamento é um evento que se inicia com uma linda cerimônia, beijos e abraços, chuva de arroz para dar sorte. Mas daí em diante o casal enfrentará desafios na convivência compartilhada, e um desses desafios é a vida financeira. O dinheiro pode tornar-se um vilão ou um aliado na vida a dois, isto vai depender de como ele é administrado e o quanto se conversa sobre o mesmo.

Pesquisas indicam que o dinheiro é um dos fatores que mais separa casais, por isso é importante estar atento a diversos pontos da vida financeira do casal para que o amor não dure menos que salário no final do primeiro mês. Por isso vamos falar dos principais erros que um casal pode cometer no momento em que compartilham também de uma vida financeira comum.

1. Não falar sobre dinheiro antes de casar:
Isto acaba fazendo com que pessoas de visões totalmente distintas se juntam em um relacionamento. Pois enquanto um tem o foco de poupar e comprar à vista; o outro costuma gastar os recursos que tem no aqui-agora, viajar muito e comprar a crédito. Perfis financeiros diferentes que unem na experiência do casamento.

2. Não falar sobre dinheiro depois do casamento:
Deixar as decisões financeiras sob a responsabilidade de apenas um dos conjugues pode fazer o outro sentir-se confortável, mas basta virem os problemas para gerar acusações e sensação de sobrecarga. As decisões financeiras precisam ser compartilhadas para criar a responsabilidade mútua sobre os sucessos e fracassos do casal.

3. Infidelidade financeira: 
Pode ser notada de várias formas: O marido está financeiramente arruinado e não conta para a família; a mulher que compra compulsivamente e esconde os produtos e notas fiscais; o marido que ganha bem e oculta a renda extra.

4. Não educar financeiramente os filhos:
Muitos pais negligenciam a educação financeira dos filhos, e assim cria filhos mimados e despreparados para lidar com os desafios cotidianos da vida. Lembre-se o melhor ensino é sempre o bom exemplo.

Dividir as responsabilidades nas finanças permite ao casal alinhar a comunicação e fortalecer a confiança. Os recursos quando utilizados com a consciência de ambos voltado para os interesses da família só favorecem a união e crescimento do casal.

Até o próximo post.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dependência Emocional (amor próprio):


Olá,

Dando sequência ao penúltimo post, falamos sobre a necessidade de obter: Felicidade, Independência emocional e Maturidade antes de assumir um casamento. Estes requisitos são importantes para o estabelecimento de relacionamentos saudáveis. O que não significa: isentar seu casamento de problemas, mas significa ter maior capacidade de superação das crises e de reduzir a probabilidade de conflitos.

Bem, falamos sobre a importância de ser feliz, a qual está ligada a capacidade de cuidar de si mesmo em cinco dimensões. Hoje falaremos sobre a dependência emocional e suas implicações. 

A autodepreciação é um problema muito característico de nossa cultura, muitas pessoas têm problemas para conviver com outras porque têm dificuldade de viver consigo mesmas.  Dizer coisas negativas sobre si mesmo, negar seus próprios dons, talentos e capacidades podem configurar um sentimento de inferioridade. 

Outro termo para autodepreciação é a autorrejeição. As pessoas que odeiam a si mesmas não conseguem si aceitar como são.

A autorrejeição pode ser notada de algumas formas: Atenção exagerada a roupas (marcas e modismos), Incapacidade de confiar em Deus, Timidez excessiva, Dificuldade de amar os outros, Autocrítica excessiva, Comparação invejosa como os outros, Amargura latente (postura queixosa de si mesmo e de sua vida), Perfeccionismo, Supervalorização de si mesmo e/ou Eleger prioridades erradas (a fim de agradar os outros).

É claro que pessoas comuns podem apresentar estes comportamentos, mas quando houver uma alta frequência e exageros nos comportamentos pode-se notar um problema de autoaceitação.

Todo mundo precisa se sentir aprovado e aceito, mas aqueles que não conseguem aprovar a si mesmo buscam a aprovação dos outros. O perigo é que a aprovação secular está ligada a uma série de exigências, intangíveis, conceitos ideais impossíveis de alcançar.

Quem pode ser alegre, paciente e racional todo o tempo; ter um excelente emprego numa empresa importante, possuir bens de consumo caríssimos e ainda ter uma aparência impecável? Este é o fardo que carregamos, e ao perceber que não conseguiremos alcançar estes padrões, nos abatemos com um sentimento de inferioridade (alguns mais outros menos). 

É certo também que os padrões de autovalorização e amor próprio que assumimos são aqueles adquiridos na infância na relação com nossos pais; lembro-me de uma garota que veio aconselhar-se comigo. Ela dizia que só apaixonava-se por homens rudes e que a magoavam, mas os bons rapazes não lhe despertavam amor. Pedi-lhe que descrevesse o perfil de seu pai. Ela disse: meu pai era rude, brigava constantemente com minha mãe e conosco (os seus filhos).

Então esta era a referência dela de amor, o amor para ela tinha que ser grosseiro, brigão e fazê-la sentir-se inferior. Sem querer ela era atraída a pessoas com este perfil. Alguém com tal percepção de amor envolve-se, fatidicamente, em relacionamentos dolorosos e não conseguem desvencilhar-se com facilidade. O pior é que repetem os mesmos erros nos demais relacionamentos e se submetem a situações críticas que uma pessoa com elevada autoestima não se suportaria.

Há pessoas que tiveram pais controladores e não aprenderam a desenvolver sua autonomia. A realizar escolhas sozinhos, e a perceber suas virtudes com seus próprios olhos.

Desta forma, ao entrar num relacionamento profundo como o casamento é muito importante que o sentimento de amor próprio esteja integro e restaurado, para não nos aliarmos a relacionamentos destrutíveis, porque nós atraímos e nos relacionamentos com o que somos. Se estamos mal resolvidos, vamos nos envolver com pessoas mau resolvidas também e o problema explode no casamento;  se estamos saudáveis emocionalmente atraímos pessoas saudáveis de igual modo.

Quando Jesus falou ame seu próximo como a ti mesmo, quis dizer que devemos amar o outro na mesma proporção em que amamos a nós mesmos. 

O primeiro passo no desenvolvimento do amor próprio saudável é perceber e acreditar que somos completa e absolutamente aceitos por Deus. O problema é que focamos no que o mundo nos diz e não no amor incondicional de Deus. Somos medidos pelos critérios da moda e cultura secular, mas não com base nos princípios fundamentais de Deus. 

Busque ajuda psicológica se for necessário, mas aprenda que não há alguém igual a você. Que você tem um Deus perfeito que conhece todos os seus erros e defeitos e ainda assim te ama profundamente.



Abraço! Até o próximo post.




domingo, 14 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

S2 : S2 : S2 "FELICIDADE" S2 : S2 : S2




Felicidade pode ser entendida conceitualmente como um estado de plenitude, satisfação e equilíbrio. Bem-estar espiritual ou paz interior. Também, faz-se necessário conhecer cinco dimensões importantes da vida e considerá-las para alcançar a felicidade. São estas: Saúde; Família; Sociabilidade; Auto-realização (auto-estima) e Espiritualidade. 

Se algumas dessas áreas não vão bem, nosso sentimento de bem estar e felicidade podem estar comprometidos. O problema é que muitas pessoas focam em apenas uma ou duas destas dimensões na busca por realizações, (como um pote de ouro no final do arco íris), a felicidade não pode ser encontrada ao cuidarmos de uma área apenas em detrimento das demais.

Há pessoas que dispensam toda a sua energia no desenvolvimento profissional e financeiro, para isso reduz-se o tempo de dedicação aos amigos, família e saúde. O resultado já conhecemos, o corpo fica mais vulnerável as patologias e o adoecimento ocorre; perde-se momentos importantes com a família gerando sentimentos de mágoa nos filhos ou conjugue; além das cobranças e até o afastamento dos amigos será inevitável.

É claro que há momentos na nossa vida em que precisamos focar mais numa ou outra área por um período específico, como por exemplo o vestibular ou um concurso público. Ou se em algum momento a saúde faltar, será necessário concentrar forças para tratar o corpo e a mente.

A espiritualidade é uma dimensão que não pode ser esquecida. Quando não estamos bem em nossa espiritualidade, há uma sensação de vazio e tristeza sem motivo aparente. E na tentativa de preencher este vazio nos envolvemos em relacionamentos nocivos e comportamentos destrutivos. Ter um relacionamento com Deus é fator imprescindível para ter paz no coração. 

Quero dizer, que antes de casar é necessário aprender a viver em equilíbrio nestas dimensões. Aprender a se relacionar bem com amigos, cuidar da saúde, estudar e profissionalizar-se, conviver com a família, ter paz consigo mesmo. Ao sabermos distribuir o tempo para cuidar de cada área de nossas vidas, a sensação de completude e felicidade será maior. Desta forma, não cairemos no equivoco de casar para obter a felicidade. Não daremos esta responsabilidade ao nosso conjugue, pois já aprendemos a ser feliz sem "moletas".

O amor deve estar na nossa vida, não com a responsabilidade de nos satisfazer e fazer feliz. Mas de levar nossa vida a uma dimensão mais profunda que é: Viver para fazer o outro feliz.