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domingo, 28 de setembro de 2014

Sexo sem amor não dá prazer e ainda faz mal a saúde! (parte 1)

Sexo é um tema muito comum na contemporaneidade, faz-se muitas piadas e brincadeiras sobre o tema. Bem como, a exploração excessiva e banalizada dos estímulos sexuais. Mas onde encontrar respostas a perguntas reais sobre o tema? 

A sexualidade ainda desperta muitos tabus e receios sociais, e pouco se fala honestamente sobre o assunto. Poucos compreende as implicações do sexo na vida.

Para entender um pouco sobre este tema, utilizei como base as explicações da Dr. Anete Guimarães em seus seminários sobre sexualidade. Em sua palestra a Dr. Anete expõem uma pesquisa realizada no início de sua formação profissional em Medicina e algumas pesquisas na área de fisiologia (voltadas para a reabilitação de paraplégicos). 

Na pesquisa foi identificado que: O SEXO NÃO É UMA ATIVIDADE AGRADÁVEL.

Como assim? Todos dizem que é bom, muito prazeroso, cada vez fala-se mais sobre o tema. As pessoas da nossa sociedade fazem com muito mais liberalidade do que antes. Então por quê este resultado? Vejamos: Uma das perguntas do questionário era: 

Pergunta (p/rapazes): Você está numa festa, na qual entra uma garota muito atraente. Você sente-se atraído por ela. Ela já beijou uns dez rapazes na festa. Você a beijaria? Sim ou não, justifique.
Respostas: Sim, beijaria mas daria um nojo danado.

Entende-se que ele se sentiu obrigado a beijar por uma pressão social (homem que é homem não recusa a beijar uma mulher atraente), mas isto não significa que ele tenha vontade ou prazer em fazê-lo. Se um beijo pode provocar esta ambivalência (nojo e beijo), o que significa um ato sexual, que é muito mais intimo. Que tipo de sensação pode provocar? O que sente alguém que fez algo que não gostaria, algo extremamente íntimo, mas não pode verbaliza-la porque seria julgado de maneira arbitrária.

Então vamos para a análise da função sexual:



1. Excitação: São as pré-liminares, a ereção masculina e lubrificação feminina;
2. Platô: O ato sexual, encaixe físico;
3. Orgasmo: Resposta reflexa muscular a um número de estímulos;
4. Prazer: Ativação do circuito de Papez (centro do prazer no cérebro) ocasionando descargas em muitas áreas do organismo e pode durar até 48 horas.


Primeira percepção: o orgasmo e prazer não são a mesma coisa. A pessoa pode ter orgasmo e não ter o prazer sexual. Orgasmo pode ocorrer até em reação a estímulos dolorosos, como choques repetidos na medula (forma de tortura e humilhação usada na ditadura). 

Segunda percepção: O orgasmo é ativado pelo músculo local e o prazer pelo cérebro. São locais diferentes e funções diferentes. 

O que é o circuito de Papez ou centro do prazer?

É uma área no cérebro, localizada no sistema límbico, que proporciona a toda experiência humana a sensação de prazer. Pessoas com lesão nesta área não sentem prazer em nada (nem comer, nem música, nem arte) e tendem a ter baixas imunológicas e até tentam o suicídio. 

Bem, qualquer atividade comum pode ativar até 8% da sua capacidade. Ou seja, ouvir música, fazer arte, comer, ler um livro, ver uma bela paisagem e etc só atinge 8% desta área. Os outros 92% só são ativados pela relação sexual. 

Quando esta área é ativada em 100% o organismo entra num processo chamado de período refratário efetivo. A área deixa de receber estímulo e passa a enviar estímulos a outras áreas cerebrais, este estímulos provocam respostas interessantes:

- Lobo occipital (responsável pela visão): aumenta a percepção de cores e nitidez, ou seja, o mundo fica mais colorido e mais brilhante.

- Núcleo de penfield (Responsável pelos movimentos): Maior precisão nos movimentos, maior controle muscular, as sensações corporais são mais intensa, você fica mais sensível e mais preciso em seus movimentos;

- Lobo temporal (responsável pelos estímulos auditivos): aumenta a sensibilidade e ocorre o fenômeno chamado harmonia, que em termos médicos é: perceber como música estímulos até então identificados como ruídos (vento soprando, buzina de carro, criança chorando);

- Lobo frontal (responsável pelos processos cognitivos): Aumenta a capacidade cognitiva, o raciocínio fica mais rápido, a memória é ativada 38% mais rapidamente, mais inteligência e criatividade. 

- Sistema límbico (responsável pelos processos emocionais): Ocorre diminuição da angústia, da dor, diminuição da depressão, do stress, do sofrimento. Você tem sensações de alegria, felicidade e relaxamento profundo.

- Tálamo, Hipotálamo e tronco cerebral (responsável pela funcionamento fisiológico do corpo): Há melhoras no sistema circulatório, pressão arterial, respiração, ou seja, melhora o desempenho do organismo como um todo, pois ocorre um curto circuito que neutraliza uma série de transtornos metabólicos reciclando o sistema. 

Estes são os motivos porque o sexo é considerado excelente para o corpo, mas o que não se divulga é que todos estes benefícios são experimentados numa única condição, que é 100% de estimulação do centro de prazer. 

Se o centro do prazer for ativado 87% isto ocorre? NÃO!
Se o centro do prazer for ativado 99%, o mundo fica mais colorido? NÃO!

ESTES BENEFÍCIOS SÓ OCORREM COM 100% DE ESTIMULAÇÃO DO CENTRO DO PRAZER NO CÉREBRO.

Mas de onde vem estes estímulos para que se obtenha 100% de estimulação?

Este 100% é composto de:

50% Estímulos físicos - Provenientes da manipulação física nos órgão sexuais e zonas erógenas;

50% Estímulos emocionais - Provenientes da relação de afeto, vínculo e conforto emocional que há no parceiro.

Então temos o seguinte entendimento:

- Sexo parcial (composto por excitação, platô e orgasmo): que o que é praticado banalmente em nossa sociedade.
- Sexo Total (composto por todas as etapas, ativa o centro do prazer em 100%) - A qual é advinda de relações estáveis e amorosas - casamentos bem sucedidos. Raro de encontrar em nossa sociedade.

Já entendemos os benefícios do sexo total, os quais não ocorrem no sexo parcial.

Vamos entender o sexo do ponto de vista fisiológico:

Os Batimentos cardíacos:

*Na Excitação os batimentos cardíacos vão de 60/80 à 120/150 batimentos por minutos.
*No Platô gera 180/200 batimentos por minuto.
*No Orgasmo gera 220/240 batimentos por minuto. Ah agora entendemos porque muitos tem infarto neste momento. 

Sem falar dos demais sistemas, o aumento da pressão arterial, sistema respiratório e etc.
Ou seja, fazer sexo é um stress biológico semelhante a uma corrida de 7 km. O que para um jovem de 15 anos não é difícil, mas para uma pessoa que está chegando aos 40 anos já se torna complicado.

Entenda que: O centro do prazer quando ativado atua como um antídoto no organismo, neutralizando de imediato os efeitos deste stress. Pois ele estimula o centro cardíaco e elimina a adrenalina, assim os batimentos cardíacos e todos os demais sistemas voltam ao estado de repouso em pouco tempo. O resultado é uma sensação de relaxamento profundo e todos os demais benefícios citados acima.

O sexo parcial, não conta com esta atuação ativa do cérebro na normalização do corpo. O corpo volta ao normal de forma passiva, ou seja, demora-se cinco vezes mais tempo para voltar ao estado de repouso. Esta demora em voltar para seu repouso original, com o passar dos anos torna-se mais perigoso para a saúde e os cientistas chegaram a seguinte conclusão:

Uma pessoa que pratica o sexo parcial iniciando aos 15 anos, aos 40 anos terá:

- 30% mais chances de um infarto agudo do miocárdio.

- 30% mais chances de um AVC;

- 12% a 30% de probabilidade de falência múltipla dos órgãos;

- 70% a mais de radicais livres (envelhecimento precoce).

Isto considerando uma vida saudável nos demais aspectos, imagine pessoas sedentárias, com colesterol alto, stressadas e etc.

No próximo post continuarei a falar sobre o tema. 

Mas pense um pouco, pois já se prevê que o mais matará no futuro será a depressão e problemas cardíamos. Ou seja, os afetos em nossa sociedade estão instáveis e são negligenciados. Não se fala mais em casamento, as pessoas querem apenas usar uns aos outros como objetos sem preocupar-se e nem comprometer-se com suas necessidades afetivas. 

Não devíamos achar que todo este comportamento desregrado teria uma consequência?

att,

Lílian Oliveira









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