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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dependência Emocional (amor próprio):


Olá,

Dando sequência ao penúltimo post, falamos sobre a necessidade de obter: Felicidade, Independência emocional e Maturidade antes de assumir um casamento. Estes requisitos são importantes para o estabelecimento de relacionamentos saudáveis. O que não significa: isentar seu casamento de problemas, mas significa ter maior capacidade de superação das crises e de reduzir a probabilidade de conflitos.

Bem, falamos sobre a importância de ser feliz, a qual está ligada a capacidade de cuidar de si mesmo em cinco dimensões. Hoje falaremos sobre a dependência emocional e suas implicações. 

A autodepreciação é um problema muito característico de nossa cultura, muitas pessoas têm problemas para conviver com outras porque têm dificuldade de viver consigo mesmas.  Dizer coisas negativas sobre si mesmo, negar seus próprios dons, talentos e capacidades podem configurar um sentimento de inferioridade. 

Outro termo para autodepreciação é a autorrejeição. As pessoas que odeiam a si mesmas não conseguem si aceitar como são.

A autorrejeição pode ser notada de algumas formas: Atenção exagerada a roupas (marcas e modismos), Incapacidade de confiar em Deus, Timidez excessiva, Dificuldade de amar os outros, Autocrítica excessiva, Comparação invejosa como os outros, Amargura latente (postura queixosa de si mesmo e de sua vida), Perfeccionismo, Supervalorização de si mesmo e/ou Eleger prioridades erradas (a fim de agradar os outros).

É claro que pessoas comuns podem apresentar estes comportamentos, mas quando houver uma alta frequência e exageros nos comportamentos pode-se notar um problema de autoaceitação.

Todo mundo precisa se sentir aprovado e aceito, mas aqueles que não conseguem aprovar a si mesmo buscam a aprovação dos outros. O perigo é que a aprovação secular está ligada a uma série de exigências, intangíveis, conceitos ideais impossíveis de alcançar.

Quem pode ser alegre, paciente e racional todo o tempo; ter um excelente emprego numa empresa importante, possuir bens de consumo caríssimos e ainda ter uma aparência impecável? Este é o fardo que carregamos, e ao perceber que não conseguiremos alcançar estes padrões, nos abatemos com um sentimento de inferioridade (alguns mais outros menos). 

É certo também que os padrões de autovalorização e amor próprio que assumimos são aqueles adquiridos na infância na relação com nossos pais; lembro-me de uma garota que veio aconselhar-se comigo. Ela dizia que só apaixonava-se por homens rudes e que a magoavam, mas os bons rapazes não lhe despertavam amor. Pedi-lhe que descrevesse o perfil de seu pai. Ela disse: meu pai era rude, brigava constantemente com minha mãe e conosco (os seus filhos).

Então esta era a referência dela de amor, o amor para ela tinha que ser grosseiro, brigão e fazê-la sentir-se inferior. Sem querer ela era atraída a pessoas com este perfil. Alguém com tal percepção de amor envolve-se, fatidicamente, em relacionamentos dolorosos e não conseguem desvencilhar-se com facilidade. O pior é que repetem os mesmos erros nos demais relacionamentos e se submetem a situações críticas que uma pessoa com elevada autoestima não se suportaria.

Há pessoas que tiveram pais controladores e não aprenderam a desenvolver sua autonomia. A realizar escolhas sozinhos, e a perceber suas virtudes com seus próprios olhos.

Desta forma, ao entrar num relacionamento profundo como o casamento é muito importante que o sentimento de amor próprio esteja integro e restaurado, para não nos aliarmos a relacionamentos destrutíveis, porque nós atraímos e nos relacionamentos com o que somos. Se estamos mal resolvidos, vamos nos envolver com pessoas mau resolvidas também e o problema explode no casamento;  se estamos saudáveis emocionalmente atraímos pessoas saudáveis de igual modo.

Quando Jesus falou ame seu próximo como a ti mesmo, quis dizer que devemos amar o outro na mesma proporção em que amamos a nós mesmos. 

O primeiro passo no desenvolvimento do amor próprio saudável é perceber e acreditar que somos completa e absolutamente aceitos por Deus. O problema é que focamos no que o mundo nos diz e não no amor incondicional de Deus. Somos medidos pelos critérios da moda e cultura secular, mas não com base nos princípios fundamentais de Deus. 

Busque ajuda psicológica se for necessário, mas aprenda que não há alguém igual a você. Que você tem um Deus perfeito que conhece todos os seus erros e defeitos e ainda assim te ama profundamente.



Abraço! Até o próximo post.




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